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Cosmos

“Quase todas as diversas respostas à busca das origens aceitam como premissa subjacente que o cosmos se comporta de acordo com regras gerais, as quais se revelam, ao menos em princípio, ao cuidadoso exame do mundo ao redor de nós”. (De Grasse, Neil, Origens)

Aesthesis

É sabido que muitos foram os estudiosos que se devotaram à estética ao longo de milênios de história humana. Porém mesmo Duchamp não se torna suficiente para elucidar aquilo que chamamos agradável aos olhos. Sob exame de suas obras infere-se hipoteticamente que tudo pode ser estético. Tal como ele observou: a beleza se encontra no olhar e, portanto, a obra de arte seria um ato mental que resulta de uma escolha. E no entanto é possível que muitos, concomitantemente, julguem algo belo? O que precede a isso? A razão é que a ideia de beleza universal não foi sepultada, muito embora a tenham enterrado. Aristóteles, a título de exemplo, dizia que a venustidade se encontra na simetria: este dito é importante porque nos orienta acerca deste século. Uma fisionomia simétrica é aquela em que as imperfeições passam despercebidamente, de maneira que atraem aos olhos humanos. Ao passo que rostos disformes são poucos atrativos pelo motivo de que apresentam mais disparidades em relação ao comprimento dos olhos, nariz, sobrancelhas do que o oposto. A pintura facial assegura falsa simetria aos rostos porque dá relevo às desprovidas de excessiva uniformidade, ao passo que às muito simétricas a maquilagem não é um item tão indispensável quanto parece ser. Porém não é a homogeneidade uma característica excludente da estética. O tema é muito mais subjetivo do que se cuida ser. Se principiarmos pelo leito materno observamos que toda criança tende, naturalmente, a buscar, quando de sua fase de distanciamento da mãe, alguém que se assemelhe a esta progenitora. A este respeito não há dúvidas, muito embora haja inúmeras exceções. Ademais a isso há os traumas infantis que podem interferir inexoravelmente nas decisões estéticas de um párvulo. Outrossim há as predisposições genéticas de determinado indivíduo que jamais igualar-se-ão às de outro. Há também o conhecimento estético adquirido da experiência que nada pode assemelhar-se a minha genetriz, tal como pensou Baumgarten. A concepção encontra-se, e isto repito pelo que já foi dito por Baumgarten, no juízo do gosto: este último transgride qualquer técnica. Por essa razão que, conquanto a uniformidade seja um critério universal e mais comumente buscado pelos ávidos de aparência, a noção de beldade é, na maior parte, individual: inúmeros fatos particulares determinam o juízo de gosto.

Uma partícula sobreposta

Não amo nada e, ao mesmo tempo, amo tudo.
Não é possível que, agora, mais do que nunca, enfrente descompassadamente essa dualidade absoluta.
Acordo sob o misto de sensações vazias e transbordantes
Outrora, ao contrário, despertava sob a condição única de existência
E hoje, todavia, esta condição me toma tão parcialmente que quase não a noto.
De semelhante modo, sou dominada, esporadicamente, por um anseio de origem desconhecida pela vida
Se me indago a razão de sua aparição
O que me sucede é que não há resposta
E é como se esta ânsia veemente e desconhecida me dominasse e eu conscientemente a recusasse
Porque, nas situações cômicas e de prazeres infantis, sou tomada por uma tristeza ainda maior
Então identifico toda uma inutilidade e que, no entanto, não me impede de levantar todos os dias…
À proporção que cuido me conhecer, o contrário se-me-afigura!
É possível ser eu nada além de uma partícula sobreposta…

Dark hole

“Foi uma colisão entre dois buracos negros há mais de um bilhão de anos atrás que provocou as “ondas gravitacionais”, fenômeno detectado recentemente e considerado uma notável conquista científica”. (Buracos Negros, Stephen Hawking).

Absurdism

Quanto tomamos consciência de nós como seres no mundo, descobrimo-nos insignificantes. Não se trata do momento em que somos retirados do ventre materno, mas da ocasião esporádica na qual indagamos quem somos e o sentido de nossa existência. Esta dúvida pode nunca vir a existir, pois, à proporção que crescemos são-nos ditados respostas confortáveis e de caráter transcendente. Grosso modo, se-nos-afiguram cabais. E no entanto pouco ceticismo faz-nos compreender o quão frágeis podem vir a ser. Por conseguinte após nos questionarmos, surgem mais perguntas, de maneira que nunca estamos satisfeitos. Mas estas perguntas, ao contrário das respostas reconfortantes, oferecem muito mais razões para existir do que qualquer outra questão poderia oferecer. Descobre-se então que ademais toda a razão irracional (instintiva) para sobreviver, existe-se por certa admiração ao pouco que conhecemos e ao que podemos vir a conhecer. Evidentemente seria de se esperar, uma vez que justamente nossa curiosidade e criatividade nos fizeram evoluir.